Figuras de linguagem – Onomatopeia e polissemia

Hoje falaremos sobre duas figuras de linguagem, a onomatopeia e a polissemia. As figuras de linguagem são recursos linguísticos utilizados a fim de dar maior expressividade ao texto, causando emoções, por exemplo.

No entanto, já falamos sobre outros pontos gramaticais importantes, como as colocações pronominais, aposto, vocativo, próclise, ênclise e mesóclise, além das metarregras de repetição, de progressão e de coerência.

Já tratamos também sobre outros aspectos da gramática, como os tipos de sujeitos de uma oração, o neologismo na língua portuguesa, a estrutura das palavras, bem como as funções da linguagem e o correto uso da crase.

As figuras de linguagem são muito empregadas nos textos literários, pois uma de suas características é transformar o sentido denotativo (real, objetivo) das palavras em sentido conotativo (virtual, subjetivo). Elas são classificadas em: figuras de palavras, figuras de sintaxe, figuras de pensamento e figuras de som.

Vale lembrar que já tratamos, mais especificamente, sobre as figuras de linguagem elipse, zeugma e silepse, também conhecidas como figuras sintáticas ou de construção.

Figuras de linguagem: as onomatopeias

As onomatopeias são figuras sonoras, uma vez que são representações gráficas de sons e ruídos.

O termo onomatopeia tem origem grega. É formado pelos vocábulos “onoma” (nome) e “poiein” (fazer), significando, portanto, “criar ou fazer um nome”.

A onomatopeia é o processo de formação de palavras ou fonemas com o objetivo de tentar imitar os sons naturais referentes à realidade.

Podem ser sons de objetos (o “tique-taque” do relógio), de pessoas (“atchim”, o espirro), de animais (o “au au” do cachorro), ou mesmo da natureza, como um trovão, por exemplo, que poderia ser representado por “cabrum”.

São bastante utilizadas na literatura e, principalmente, em histórias em quadrinhos para preencher a ausência do recurso sonoro no texto escrito.

São usadas, então, com o intuito de criar uma paisagem sonora para o texto, aumentando a expressividade do discurso.

onomatopeia

A onomatopeia representa sons variados como os emitidos pelos animais, por objetos e, até mesmo, por nós humanos.

Muitas onomatopeias já foram verbalizadas ou substantivadas, por exemplo, o miado do gato, o mugido da vaca, palavras que vieram dos sons representados por “miau” e “muuu”, respectivamente.

Elas podem tanto representar o som em si, como no caso de “atchim” que significa o espirro, como podem ser o verbo que caracteriza o som.

Esse último caso, em geral, simboliza vozes de animais, como o zunir da abelha ou o rugir do leão.

As onomatopeias podem variar de acordo com o idioma falado, por causa dos diferentes tipos de fonemas que as palavras possuem. Na língua inglesa, por exemplo, a onomatopeia “ai” (expressão de dor) seria representada por “ouch”; trim trim (telefone tocando) por “ring ring”; “atchim” (espirro) por “atchoo”; e “bi-bi” (buzina) por “beep-beep”.

Atualmente, as onomatopeias são bastante empregadas nos textos enviados pela internet, por exemplo, nas conversas em tempo real das redes sociais, onde encontramos fonemas que expressam sons, sendo o mais comum o do riso: “hahahaha, kkkkkk, huahuahuahua”.

Figuras de linguagem: polissemia

A polissemia se caracteriza pelos múltiplos significados que uma palavra pode assumir conforme varia o contexto em que ela é usada.

A polissemia ocorre na maioria das palavras e está inserida no campo da semântica.

onomatopeia 2

Na tirinha, vemos o exemplo de polissemia da palavra galo, que tanto pode referir-se à ave, quanto ao inchaço na cabeça.

Vamos tomar como exemplo a palavra “banco”. “Banco” pode referir-se tanto ao assento quanto ao estabelecimento de crédito.

Outro exemplo de polissemia, com ainda mais significados, é a palavra “barra”.

“Barra” pode significar: o fenômeno geográfico da entrada de uma baía; uma bainha de roupa (barra da calça); uma peça alongada de metal (barra do portão); um bloco de um determinado produto (barra de sabão, barra de ouro); o sinal gráfico (/); etc.

A polissemia é o contrário da monossemia. A monossemia é o caso de palavras que possuem apenas um único significado.

Palavras monossêmicas são raras e se referem a aspectos muito particulares da realidade, como, por exemplo, as palavras técnicas ou do discurso científico.

Casos de monossemia podem estar nos nomes de doenças ou de instrumentos de trabalho.

Um exemplo é o da palavra “pneumotórax”, que designa uma doença; outro é do “estetoscópio”, instrumento usado por médicos para ouvir os ruídos internos do organismo.

A polissemia ocorre devido a vários motivos. Um deles é o fato de usarmos a linguagem com sentido figurado, por meio de metáforas e metonímias, por exemplo. Outro é a influência de estrangeirismos e neologismos.

A polissemia e a homonímia podem ser facilmente confundidas. A polissemia se trata de uma mesma palavra com diversos significados.

Já a homonímia se trata de palavras diferentes, com origens e sentidos distintos, mas que, por acaso, apresentam a mesma ortografia e pronúncia.

A homonímia ocorre, por exemplo, na palavra “manga” que remete tanto ao fruto da mangueira, que tem origem na palavra malaiala “manga”, como à parte da roupa, que vem do latim “manica”.

Em caso de dúvidas sobre como classificar uma palavra, procure um bom dicionário.

Em geral, ele apresenta as palavras polissêmicas em um mesmo verbete e as homônimas em verbetes diferentes.

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