Os tipos de sujeitos existentes

A língua portuguesa está entre os idiomas mais difíceis de se aprender do mundo. A nossa gramática é tão vasta e complexa que até mesmo os brasileiros apresentam dificuldades em conhecer todas as suas regras e seus aspectos.

Dentre a infinidade de termos existentes, temos o sujeito, considerado o conceito principal de uma oração – não só da língua portuguesa, mas de todos os idiomas do mundo –, pois trata-se de um termo relacionado à linguística e está empregado em todos os sistemas da composição da linguagem, portanto, é uma regra universal.

Por isso o significado e os tipos de sujeitos devem ser conhecidos por todo mundo que seja alfabetizado, ou deveria, porque, apesar disso, são muitas as pessoas que desconhecem seu significado e suas classificações.

Então, para auxiliá-los a compreender e conhecer todos os tipos de sujeitos e suas classificações, preparamos um post sobre o assunto.

Vale ressaltar que já discutimos mais profundamente sobre outros temas gramaticais de extrema importância, na hora de redigir um texto, como as colocações pronominais, aposto, vocativo, próclise, ênclise e mesóclise, as metarregras de repetição, de progressão e de coerência.

Outro aspecto gramatical que já foi discutido, diz respeito às figuras de linguagem. Há vários tipos de figuras de linguagem, dentre elas as figuras sintáticas ou de construção, onomatopeia e polissemia. Soma-se à essas, a análise feita sobre o neologismo na língua portuguesa.

Primeiramente, traremos uma rápida recordação para aqueles que não se lembram da significação desse termo.

Segundo a análise sintática, o sujeito é um dos termos essenciais de uma oração, pois é aquele que realiza ou sofre alguma ação ou recebe alguma qualidade.

A correta determinação do sujeito, ajuda também no momento de planejar o que será escrito em um livro e quando você irá executar esse planejamento de escrita.

sujeitos 2

Análise sintática tem como objetivo examinar e classificar os períodos das orações que compõem as estruturas textuais, identificando, assim, os sujeitos existentes.

O sujeito é o termo com o qual o verbo concorda, ou seja, é quem rege a terminação verbal em número e pessoa. Esse fenômeno, tido como regra básica das regências, é chamado de concordância verbal.

Exemplo:

Na frase, “Nós vamos ao cinema”, o verbo “vamos” é uma forma do verbo “ir” da primeira pessoa do plural, após ser conjugado. A concordância verbal exige que o verbo seja alterado pelo sujeito “Nós” e se transforme em “vamos” para que haja a concordância.

Obs: Nos casos da utilização dos pronomes pessoais, o sujeito passa a ser marcado pelo caso reto.

Para os verbos que denotam uma ação, na maioria das vezes, o sujeito da voz ativa é o constituinte da oração que designa o praticante da ação, e o sujeito da voz passiva é o que sofre as consequências daquela ação. Em outro caso, existe o sujeito psicológico, que é o quando se classifica ou se diz alguma coisa sobre o termo principal da oração.

Enfim, para fecharmos o assunto, o sujeito é considerado um dos termos essênciais da oração, porque para se transmitir uma mensagem é necessário haver sujeito, predicado e, às vezes, algum complemento.

Exemplo:

Os jovens são rebeldes.

Sujeito: Os jovens           Predicado: são rebeldes

Assim, o sujeito passa a ser classificado como o ser do qual se afirma algo.

Portanto, identificar o sujeito das orações é muito fácil, porque basta perguntarmos ao próprio verbo para descobri-lo:

“Quem são rebeldes?”, a resposta seria “Os jovens”.

Esse esquema pode ser aplicado a todas as orações e a resposta será sempre o sujeito.

Quais são os tipos de sujeitos?

Às vezes os sujeitos possuem empregos diferentes dos comuns dentro de uma oração. Isso faz com que eles se classifiquem em categorias e nomenclaturas diferentes, pois designam funções específicas.

Assim, temos os sujeitos determinados, indeterminados e as orações sem sujeito ou sujeitos inexistentes.

Ainda, no caso do sujeito determinado, podemos encontrar três tipos que se caracterizam de maneiras diferentes. Eles são:

  • Sujeito simples;
  • Sujeito composto;
  • Sujeito subentendido (antigamente conhecido como sujeito oculto).

Classificação dos tipos de sujeitos

Vejamos agora quais são as classificações do sujeito e como são suas características predominantes em cada situação diferentes que eles são empregados, como também, a forma de identificá-los nas orações.

1.Sujeito Determinado

O termo determinado classifica todo sujeito que pode ser identificado facilmente numa oração a partir da concordância verbal.

Dentro dessa categoria, podemos encontrar três subtipos de emprego do sujeito. Eles são:

a)Sujeito Simples

A característica principal desse tipo de sujeito é a apresentação de apenas um núcleo na oração, diretamente ligado ao verbo. Assim ele passa a ser classificado como sujeito simples.

Exemplos:

A menina estava bonita.

O menino saiu cedo.

OBS: esse núcleo pode ser um substantivo, um pronome ou uma oração subjetiva, a apresentar-se no singular ou no plural.

b)Sujeito Composto

A característica principal desse tipo de sujeito é a apresentação de dois ou mais verbos como núcleo da oração, diretamente ligado ao verbo. Assim ele passa a ser classificado como sujeito composto.

Exemplos:

João e Maria estavam cansados.

O futebol e as artes marciais são os esportes mais praticados no Brasil.

c)Sujeito Subentendido (oculto)

A característica principal desse tipo de sujeito é a não apresentação do sujeito na oração, ou seja, ele não é empregado na sentença, mas está presente, pode ser identificado. Assim ele passa a ser classificado como sujeito subentendido, antigamente chamado de oculto. Nos exemplos abaixo, o sujeito encontra-se entre parênteses.

Exemplos:

Saímos mais cedo do trabalho.

(Nós) Saímos mais cedo do trabalho.

Foram de carro ao cinema.

(Eles) Foram de carro ao cinema.

EscreverBem

É importante saber identificar os sujeitos, para que você possa desconstruir sua oração sem fazê-la perder o sentido original. Dessa forma, seu texto melhora em termos de estrutura e coesão.Sujeito Indeterminado

2.Sujeito Indeterminado

Esse tipo de sujeito acontece quando não é possível determinar o sujeito na oração pelo contexto e nem pela determinação do verbo, contudo, eles existem. Nesse caso, o sujeito então é indeterminado.

Na língua portuguesa, há três maneiras diferentes de indeterminar o sujeito de uma oração:

a)Na 3ª pessoa do plural

Isso ocorre quando o verbo é colocado na terceira pessoa do plural, sem que se refira a nenhum termo identificado anteriormente e nem a outra oração.

Exemplos:

Procuravam novos empregados.

Pedem meus documentos.

b)Na 3ª pessoa do plural com o verbo ativo e seguido de pronome

O verbo vem acompanhado do pronome se, que atua como índice de indeterminação do sujeito. Essa construção ocorre com verbos que não apresentam complemento direto, ou seja, verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação. O verbo obrigatoriamente fica na terceira pessoa do singular.

Exemplos:

Vive-se melhor na cidade – verbo intransitivo

Precisa-se de vendedores experientes – verbo transitivo indireto

No aniversário, sempre se fica ansioso – verbo de ligação

c)No verbo infinitivo impessoal

Quando a indeterminação do sujeito se dá no infinitivo impessoal, ele pode ser chamado de sujeito impessoal. Nesse caso, os verbos de ligação, geralmente empregados quando se dá uma qualidade à sentença do verbo, auxilia a identificá-los.

Exemplos:

Era penoso estudar todo aquele conteúdo.

É triste assistir a estas cenas tão trágicas.

Obs: quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, fazendo referência a elementos explícitos em orações anteriores ou posteriores, não existe indeterminação, por isso o sujeito é determinado.

3.Oração Sem Sujeito

É formada apenas pelo predicado e articula-se a partir de um verbo impessoal.

Exemplo:

Havia lagartos no jardim.

Choveu muito no ano passado em São Paulo.

É possível constatar que essas orações não têm sujeito. Apresentam a enunciação pura e absoluta de um fato, apenas a utilizar-se do predicado. O conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser, a mensagem centra-se no processo verbal.

Os casos mais comuns de orações sem sujeito da língua portuguesa ocorrem com:

a)Verbos que exprimem fenômenos da natureza: nevar, chover, ventar, gear, trovejar, relampejar, amanhecer, anoitecer, etc.

Obs: quando usados na forma figurada, esses verbos podem ter sujeito determinado.

Exemplos:

Choviam crianças na distribuição de brindes. (o sujeito é “crianças”)
Já amanheci cansado. (o sujeito é o “eu”)

b) Verbos ser, estar, fazer e haver, quando usados para indicar uma ideia de tempo ou fenômenos meteorológicos:

É noite. (tempo)

Eram duas horas da manhã. (tempo)

Obs:  ao indicar tempo, o verbo ser pode variar de acordo com a expressão numérica que o acompanha.

Exemplos:

-Ser

É uma hora/ São nove horas

-Estar

Está muito tarde. (tempo)

Está muito frio. (condições meteorológicas)

-Fazer

Faz dois anos que não vejo meu filho. (tempo)

Fez 39° C ontem. (Temperatura)

-Haver

Não a vejo há anos. (Tempo decorrido)

Havia muitos alunos naquela aula. (Verbo Haver significando existir)

Esperamos tê-lo ajudado com essa breve revisão, contudo, caso ainda restem dúvidas, sempre é aconselhável procurar a velha e boa gramática.

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